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Realização: Amigos do Parque

Veja a estrutura que mantém o Corcovado em segurança

1 de abril de 2026

No Alto do Corcovado, onde está o Cristo Redentor, colunas gigantes, chamadas de contrafortes, seguram o platô onde milhões de visitantes circulam anualmente

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) está promovendo uma revitalização imensa no Alto Corcovado, onde fica o Cristo Redentor, dentro do Parque Nacional da Tijuca. São melhorias que buscam melhorar a experiência da visitação, garantir mais acessibilidade e segurança no ponto turístico mais visitado do Brasil. O que muitos não fazem ideia é que existe uma estrutura que é fundamental para dar segurança ao público que está no Cristo Redentor. São os contrafortes: enormes colunas que formam uma estrutura completa que mantém o Corcovado em segurança.

Os contrafortes são quatro grandes colunas que sustentam uma rocha imensa. Essa rocha está localizada logo abaixo do platô onde os visitantes circulam. Essa rocha é o apoio desse platô. Porém, para que ela fique estável e não ocorra deslocamento algum, foram instalados, há décadas, os contrafortes. Essas colunas foram presas ao penhasco do Corcovado para segurar e manter a estabilidade dessa rocha. Por consequência, aumentar e garantir a segurança da visitação no Cristo Redentor ao longo dos anos.

Visual lateral da área de obras dos contrafortes, com o mar de Ipanema ao fundo.

É o tipo de melhoria que ninguém vê, já que os contrafortes ficam a mais de 650 metros de altura e em um local quase inacessível. É uma obra de segurança e de infraestrutura, que exige técnicos capacitados e habilitados para trabalhar em grandes altitudes. Por isso, neste trabalho há alpinistas dando apoio constantemente – e inclusive, alguns deles possuem formação em Geologia.

Alpinistas estão entre os profissionais necessários para atuar na recuperação dos contrafortes

A importância desta missão baseia-se no fato de que mais de 2 milhões de pessoas, por ano, circulam pelo platô do Alto Corcovado. Seja para contemplar a vista que se tem do Rio de Janeiro a partir de um dos mirantes mais bonitos da capital ou para admirar o monumento do Cristo Redentor, é de segurança que o público precisa.

O Alto Corcovado, de onde se contempla uma das vistas mais cênicas do Rio e visita-se de perto o Cristo Redentor, recebeu, em 2024, o total de 2.389.496 de visitantes. Todo esse público passou pelo platô, cuja sustentação está passando por manutenção periódica neste momento.

Neste sentido, a obra de manutenção e de recuperação dos contrafortes começou no fim de 2025 e tem previsão de ser concluída ainda em 2026. Como está sendo realizada dentro de uma Unidade de Conservação, que é o Parque Nacional da Tijuca, toda a obra está sob constante fiscalização.

Como é que funciona a recuperação dos contrafortes?

A obra consiste em instalar novos tirantes, feitos de barras de aço maciço, dentro das colunas. No total, serão 28 novos tirantes e cada um deles tem cerca de 20 metros de comprimento. Um único tirante suporta 60 toneladas. Quando estão presos dentro da rocha, eles mantêm as colunas (chamadas também de contrafortes) presas na rocha, garantindo que não haja deslocamento.

Tirantes já inseridos na rocha e sendo preparados para fixação

Para fazer a instalação, é necessário perfurar o morro e nesse processo, é produzido um pó de rocha, de cor branca. Esse pó é apenas rocha desfeita. Não tem nenhum poluente vazando ou escorrendo.

Como os resíduos de rocha (que são naturais) variam entre ser muito fino e ter algumas partes em pedriscos, as equipes conseguem conter os resíduos mais espessos. Porém, o que é pó se espalha no ambiente e fica acumulada nos arredores. Quando chove, esse pó é levado pela água. Após o tempo secar, cria-se um rastro branco no morro do Corcovado e que, de longe, causa estranheza. No entanto, é importante esclarecer que esse rastro não é poluição e muito menos resíduo químico.

Rastro branco no morro do Corcovado é apenas pó de rocha, que vem da perfuração para a instalação dos tirantes. Esse pó é natural, sem qualquer poluente ou químico.

A obra é segura para os visitantes e para o meio ambiente, pois são analistas ambientais do ICMBio, com autonomia e poder de fiscalização, quem acompanham de perto esse trabalho. Além disso, tem a proteção também do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que, após rigorosa análise, aprovou a execução da obra mantendo a integridade deste patrimônio tombado.

Todos os resíduos produzidos são coletados e guardados adequadamente, inclusive com ajuda dos alpinistas, e descartados fora da Unidade de Conservação, seguindo um protocolo nacional do ICMBio.

Para saber mais sobre as melhorias do Alto Corcovado, visite o Instagram do Parque Nacional da Tijuca ou clique aqui, para ler uma reportagem completa sobre as entregas mais recentes.

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