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Realização: Amigos do Parque

Incêndio destruiu 24.000m² de mata no Parque Nacional da Tijuca

30 de abril de 2026

Área queimada no Morro do Anhanguera, dentro do Parque, equivale a 3,3 campos de futebol e foi estimada nesta quinta (30) pelo ICMBio; Trilhas reabrem amanhã (01/05)

O Parque Nacional da Tijuca informa que, nesta quinta-feira (30/04/2026), foi estimada, com base em imagens de satélite, a área total consumida pelo incêndio no Morro do Anhanguera, que fica dentro do Parque: cerca de 24.000 m² , o que equivale a 3,3 campos de futebol (1 campo = 7.140m²) ou 2,39 hectares. O cálculo foi estimado por servidores do ICMBio. O fogo, cujos vestígios encontrados são de um balão como artefato que começou o incêndio, durou aproximadamente dois dias, entre o domingo de manhã e o fim da tarde de segunda-feira. Brigadistas do ICMBio, bombeiros do 1º GSFMA – Grupamento de Socorro Florestal e Meio Ambiente e voluntários trabalharam durante todo esse período, e ainda tiveram apoio do helicóptero dos bombeiros. O Morro do Anhanguera não sofria com incêndios há mais de 10 anos.

Incêndio destruiu 24.000m² de mata no Parque Nacional da Tijuca

Na terça-feira (28), teve início a operação de monitoramento e rescaldo, que ainda está em curso e é executada por brigadistas do ICMBio. Bruno Lintomen, analista ambiental do ICMBio e Coordenador da Brigada do Parque, avalia os danos.

“Na época do Império, foram plantados eucaliptos, que não são espécies nativas deste bioma, como fonte de carvão vegetal. Mas, com a proteção da floresta decretada por Dom Pedro II ainda no século XIX, a produção de carvão teve fim e começou o reflorestamento histórico do Parque. O Anhanguera passava por uma regeneração natural e também teve ações de reflorestamento com objetivo de haver predominância de Mata Atlântica. Ainda hoje, esta e outras áreas estão em recuperação, com a substituição de espécies exóticas por espécies nativas. A área que foi perdida agora, que já tinha espécies da Mata Atlântica, deve levar mais de uma década para se recuperar sozinha. Para evitar perdas maiores, aqui no Parque e na cidade, é urgente acabar com a cultura de soltar dos balões” , enfatiza Bruno.

Vegetação com espécies nativas pode levar mais de uma década para se regenerar naturalmente

Trilhas serão reabertas nesta sexta-feira, feriado de 1º de maio

No domingo, quando o incêndio começou, o Parque fechou cinco trilhas que davam acesso ao topo do morro. A partir de amanhã, elas serão reabertas ao público. São elas: Pedra do Conde; Alto da Bandeira; Pedra da Caixa; Mirante do Excelsior e Morro do Anhanguera.

O ICMBio ainda mantém o monitoramento do local com o objetivo de evitar novas ocorrências. O Morro do Anhanguera fica a cerca de 700 metros de altura e está localizado dentro do setor Floresta da Tijuca. Este setor é um dos três setores do Parque que ficam abertos ao público. Há mais de 10 anos esse pico não sofria com incêndios. Como forma de proteger o Anhanguera e as demais áreas do Parque, além de realizar ações de reflorestamento, o ICMBio e seus brigadistas realizam a confecção de aceiros, monitoramento e manutenção das equipes de plantão.

Clique aqui e saiba mais sobre o trabalho de combate a este incêndio.

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