Realização: Amigos do Parque
4 de junho de 2026
Fêmea da espécie estava acorrentada em espaço reduzido. Responsáveis foram conduzidos para a 7ª Delegacia de Polícia Civil do Rio de Janeiro.
Fiscais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) que atuam no Parque Nacional da Tijuca e policiais do Comando de Policiamento Ambiental da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (CPAM-PMERJ) resgataram na manhã desta quinta-feira (04/06/2026), no bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, uma fêmea de macaco-prego que estava acorrentada em uma residência. A ação ocorreu após denúncia recebida pelo FalaBR, plataforma integrada de Ouvidoria e Acesso à Informação do poder executivo federal.
A denúncia informava que, na residência, estava vivendo o animal silvestre preso em um cativeiro. No momento da apreensão, os donos da casa não possuíam e nem apresentaram nenhuma autorização concedida por órgãos competentes.
O macaco-prego é uma espécie nativa do Parque Nacional da Tijuca, cujas florestas são do bioma Mata Atlântica e ficam protegidas legalmente pela legislação federal, com a gestão do parque a cargo do ICMBio. O bairro de Santa Teresa faz limite diretamente com o Parque Nacional da Tijuca.

Quando foi encontrado, o animal estava preso a uma corrente e com a sua circulação limitada a um espaço muito reduzido. Também demonstrava fortes sinais de humanização e muita proximidade às pessoas – o que não é natural de animais silvestres, que não apresentam este comportamento quando estão em vida livre na natureza. A humanização coloca a vida deles em risco por diversos motivos, dentre eles, a facilitação da aproximação de caçadores.
As equipes do ICMBio e do CPAM-PMERJ que atuaram em conjunto conduziram o casal que estava na residência de posse do animal para a 7ª Delegacia de Polícia Civil, localizada em Santa Teresa, onde prestam depoimento. Os responsáveis por manter o macaco em cativeiro podem ser enquadrados no artigo 24 do decreto nº 6.514 de 2008, que dispõe sobre as infrações e sanções administrativas ao Meio Ambiente. A multa prevista pode chegar a R$ 5.000,00 para quem exerce a guarda de animal silvestre sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade ambiental competente ou em desacordo com a obtida.

A fêmea de macaco-prego será levada pelos fiscais para o Instituto Vida Livre, onde suas condições serão avaliadas por profissionais especializados e se ela estará apta a retornar para o seu habitat natural com segurança.
Denúncias sobre tráfico, maus-tratos, abuso ou mutilação de animais silvestres pode ser feitas pela plataforma Fala.BR e pelo Linha Verde do Disque Denúncia, no número 2253-1177 (que recebe tanto ligação telefônica quanto mensagens de WhatsApp).